Mostrando postagens com marcador antonio cabral filho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador antonio cabral filho. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Morador de Rua Desafia o Analfabetismo * Antonio Cabral Filho - RJ
Morador de Rua Desafia o Analfabetismo
*
Antonio Pedro Rodrigues Borges, de 57 anos, quase não enxerga, e após perder os óculos, declarou para a repórter Thalita Torres, do jornal Campo Grande News, que só queria um emprego e óculos novos. Mais detalhes, acesse a matéria...
1 - Para felicidade de Antonio
https://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/para-felicidade-de-antonio-oculos-novo-chegou-e-ele-ja-pensa-ate-em-escrever
2 - Longe da família...
https://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/longe-da-familia-antonio-so-pede-novos-oculos-para-ler-enquanto-vive-nas-ruas
*
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Como Indicar Um Bom Livro * Antonio Cabral Filho - RJ
Como Indicar Um Bom Livro
Esse é o dilema de todos que se preocupam com a leitura, com o ato de ler. Pois pode parecer simples, como se bastasse dizer leia isto, leia aquilo, ah este livro é ótimo, e fosse o suficiente para conduzir alguém às páginas do mesmo e pronto. Mas não é. É preciso perscrutar o "ser do outro", descobrir suas aptidões, preferências, gostos, neuroses, e ninguém melhor pra fazer isso do que um velho livreiro, daqueles que nos perguntam se queremos ver as novidades, ou se buscamos algum título específico, qual gênero, e sapeca sugestões a esmo tipo "conhece Demoley?" e sai desfilando personas...até que você lasca uma surpresa nele: tem alguma coisa de Salinger?
Parece brincadeira mas não é. A leitura não é uma atividade lúdica assim tão fácil. Seja para o professor de literatura, para o escritor ou para o vendedor, o alvo sempre oferece dificuldades: ele é um leitor e pode ser alguém simples ou muito complexo.
É nesse sentido que trago até você um projeto destinado a promover a leitura:
"
Livros Abertos
Quem Somos
O Livros Abertos é um Projeto de Extensão da Universidade de Brasília que tem como objetivo compartilhar histórias e encantamento com crianças e jovens de escolas públicas do DF, criando espaços de diálogo ao redor do livro e da literatura.
Os mediadores são estudantes de todos os cursos da UnB e membros da comunidade. Aqui no blog os mediadores do Projeto se expressam livremente sobre suas leituras, experiências e opiniões.
Coordenação: Eileen Pfeiffer Flores (Professora-Adjunta do Instituto de Psicologia/PPB).
CONTATO: livrosabertos01@gmail.com
http://livrosabertosaquitodoscontam.blogspot.com.br/
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Leandro Alves - MG / Quem Lê o Quê * Antonio Cabral Filho - RJ
Leandro Alves -MG/Quem Lê o Quê
Memórias da Guerra /
Agnaldo Silva -Editora Record - RJ
Agnaldo Silva foi minha grande descoberta em 2016 com o
livro “Memórias da Guerra” (Record, 1986)! Os contos dele me instigam pela
capacidade de síntese, o humor negro, pelos personagens que nossa sociedade
míope se recusa a enxergar. Este livro
que, bem que poderia ter como trilha sonora a canção “Na batucada da vida”, de
Ari Barroso, é o retrato da extinta Lapa onde eu gostaria de ter vivido. São
malandros com a navalha em riste, para quem a vida é uma guerra constante.
O conto brasileiro, como mostra este brilhante livro, não
parece monopólio de Rubem Fonseca e Dalton Trevisan. As putas, os travestis, os michês, as
mulheres de bandido— ganham neste texto uma luz que vai além dos letreiros
luminosos que iluminam a miséria na cidade.
Agnaldo Silva é dramaturgo, contista, escritor, cineasta e é
lamentável que apenas apareça nas entrevistas de TV como autor de telenovelas.
O livro de Agnaldo é divido em três partes. Na primeira “Livro Um-verdades?”, temos obras
primas com o “Nas Matinês do cinema Irís”, que fez com que eu empreendesse uma
verdadeira busca pelos sebos da cidade em busca do livro no qual estava
publicado. “Seguem os contos “Memórias
da Guerra”, “Pavana para Twist (A Agonia da Lapa)”, “Uma incerta no Mangue”,
“Mulher de Bandido” e A Batalha em Nova Iguaçu”.
Na segunda, “Livro dois-mentiras?” temos, dentre outros, os
contos “Eles atendem por telefone”, “Confissões de um jovem michê” e “... E a
França aprende a tomar banho”.
Por fim, no “Livro três-mentiras e verdades?” temos o conto
“Amor grego”, elogiadíssimo por João Antônio.
O autor ainda é reponsável por obras como: “Redenção para
Job”, “Cristo partido ao meio”, “Dez
histórias imorais”, etc.
O fascínio que o livro exerce sobre mim se deve ao fato de
fotografar em palavras um mundo diferente da hipocrisia e do conservadorismo em
que vivemos hoje.
Dentre suas melhores novelas estão:
“Roque santeiro”, em parceira com Dias Gomes; “Tieta”,
adptado do romance de Jorge Amado; “Senhora do Destino”, que é considerada uma
das melhores novelas do ano 2000.
Apresentação do Autor
Cabral, o Leandro Alves é um poeta amigo que gosto muito e ele faz último ano de Letras na PUC-Minas. Senti nele uma vontade enorme de participar do seu blog sobre "o que estou lendo agora", mas sem jeito de lhe pedir. Se pudesse convidá-lo, ficarei grato por isso. O e-mail dele é: falecom.leandroalves@gmail.com
Abração amigo,
Rogério Salgado.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Cabral Comendo Livros * Elenilson Nascimento - Ba
CABRAL COMENDO LIVROS!
O carioca Antonio Cabral Filho – um dos autores da "Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos" – recomenda o livro "Poetas En Cena 6 Edição Belô Poético 2012" , com organização de Rogério Salgado. Segundo Cabral: "O livro é uma coletânea com dezenas de poetas brasileiros. Gosto do livro não só pelo fato de eu participar dele, mas justamente pela proposta de algo diverso, pluri-estético. Tem nele colegas que eu leio constantemente. É o que almejo numa antologia...". Contato com Cabral: freguesiadasletras@gmail.com
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Programas do Livro e da Leitura em Minas Gerais * Antonio Cabral Filho - Rj
Programas do Livro e da Leitura Em Minas Gerais
Encontrei dois sites dedicados ao assunto: Sou De Minas Uái -
http://www.soudeminasuai.com/ e Conselho Nacional de Políticas Culturais - http://cultura.gov.br/votacultura/foruns/mg-literatura-livro-leitura/ . Resolvi trazê-los para nossos amigos e leitores por serem de alta relevância. Um estadual e outro nacional, mas ambos tratando do mesmo assunto.
Espero que apreciem sem moderação.
*
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Retratos Da Leitura No Brasil / Maria Fernanda Rodrigues /Estadão * Antonio Cabral Filho - Rj
Informa Maria fernanda Rodrigues,
em seu blog no ESTADÃO, de anteontem, 17/10¹2016.
44% Da População Brasileira Não Lê
E 30% Nunca Comprou um Livro. Aponta pesquisa Retratos Da Leitura.
Pesquisa Retratos da Leitura anuncia resultados de sua quarta edição em seminário em São Paulo; livro com análise será publicado na Bienal do Livro de São Paulo.
*
Há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%. Mas ainda é pouco. O índice de leitura, apesar de ligeira melhora, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano. Os dados foram revelados na tarde desta quarta-feira, 18, e integram a quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.
Realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), a pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa, segundo o Ibope, 93% da população brasileira.
Para a pesquisa, é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.
A Bíblia é o livro mais lido, em qualquer nível de escolaridade. O livro religioso, aliás, aparece em todas as listas: últimos livros lidos, livros mais marcantes. 74% da população não comprou nenhum livro nos últimos três meses. Entre os que compraram livros em geral por vontade própria, 16% preferiram o impresso e 1% o e-book. Um dado alarmante: 30% dos entrevistados nunca comprou um livro.
Para 67% da população, não houve uma pessoa que incentivasse a leitura em sua trajetória, mas dos 33% que tiveram alguma influência, a mãe, ou representante do sexo feminino, foi a principal responsável (11%), seguida pelo professor (7%).
As mulheres continuam lendo mais: 59% são leitoras. Entre os homens, 52% são leitores. Aumentou o número de leitores na faixa etária entre 18 e 24 anos – de 53% em 2011 para 67% em 2015. A pesquisa não aponta os motivos, mas Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Editores, disse ao Estado que o boom da literatura para este público pode ter ajudado no aumento do índice – mais do que uma ação para manter o aluno que sai da escola interessado na leitura.
Entre as principais motivações para ler um livro, entre os que se consideram leitores, estão gosto (25%), atualização cultural ou atualização (19%), distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%), atualização profissional ou exigência do trabalho (7%), não sabe ou não respondeu (5%), outros (1%). Adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais leem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%).
Os fatores que mais influenciam na escolha de um livro estão tema ou assunto (30%), autor (12%), dicas de outras pessoas (11%), título do livro (11%), capa (11%), dicas de professores (7%), críticas/ resenhas (5%), publicidade (2%), editora (2%), redes sociais (2%), não sabe/não respondeu (8%), outro (1%). O item O “tema ou assunto” influencia mais a escolha dos adultos e daqueles com escolaridade mais alta, atingindo 45% das menções entre os que têm ensino superior. Já o público entre 5 e 13 anos escolhe pela capa. Dicas de professores funcionam melhor que todas as outras opções para crianças entre 5 e 10 anos. E blogs respondem por menos de 1%.
Lê-se mais em casa (81%), depois na sala de aula (25%), biblioteca (19%), trabalho (15%), transporte (11%), consultório e salão de beleza (8%) e em outros lugares menos expressivos. E lê-se mais livros digitais em cyber cafés e lan houses (42%) e no transporte (25%).
Aos não leitores, foi perguntado quais foram as razões para eles não terem lido nenhum livro inteiro ou em partes nos três meses anteriores à pesquisa. As respostas: falta de tempo (32%), não gosta de ler (28%), não tem paciência para ler (13%), prefere outras atividades (10%), dificuldades para ler (9%), sente-se muito cansado para ler (4%), não há bibliotecas por perto (2%), acha o preço de livro caro (2%), tem dinheiro para comprar (2%), não tem local onde comprar onde mora (1%), não tem um lugar apropriado para ler (1%), não tem acesso permanente à internet (1%), não sabe ler (20%), não sabe/não respondeu (1%).
A leitura ficou em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre. Perdeu para assistir televisão (73%), que, vale dizer, perdeu importância quando olhamos os outros anos da pesquisa: 2007 (77%) e 2011 (85%). Em segundo lugar, a preferência é por ouvir música (60%). Depois aparecem usar a internet (47%), reunir-se com amigos ou família ou sair com amigos (45%), assistir vídeos ou filmes em casa (44%), usar WhatsApp (43%), escrever (40%), usar Facebook, Twitter ou Instagram (35%), ler jornais, revistas ou noticias (24%), ler livros em papel ou livros digitais (24%) – mesmo índice de praticar esporte. Perdem para a leitura de um livro: desenhar, pintar, fazer artesanato ou trabalhos manuais (15%), ir a bares, restaurantes ou shows (14%), jogar games ou videogames (12%), ir ao cinema, teatro, concertos, museus ou exposições (6%), não fazer nada, descansar ou dormir (15%).
A principal forma de acesso ao livro é a compra em livraria física ou internet (43%). Depois aparecem presenteados (23%), emprestados de amigos e familiares (21%), emprestados de bibliotecas de escolas (18%), distribuídos pelo governo ou pelas escolas (9%), baixados da internet (9%), emprestados por bibliotecas públicas ou comunitárias (7%), emprestados em outros locais (5%), fotocopiados, xerocados ou digitalizados (5%), não sabe/não respondeu (7%).
A livraria física é o local preferido dos entrevistados para comprar livros (44%), seguida por bancas de jornal e revista (19%), livrarias online (15%), igrejas e outros espaços religiosos (9%), sebos (8%), escola (7%), supermercados ou lojas de departamentos (7%), bienais ou feiras de livros (6%), na rua, com vendedores ambulantes (5%), outros sites da internet (4%), em casa ou no local de trabalho, com vendedores “porta a porta” (3%), outros locais (6%) e não sabe/não respondeu (7%). O preço é o que define o local da compra para 42% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, isso valia para 49%.
A pesquisa perguntou a professores qual tinha sido o último livro que leram e 50% respondeu nenhum e 22%, a Bíblia. Outros títulos citados: Esperança, O Monge e o Executivo, Amor nos tempos do cólera, Bom dia Espírito Santo, Livro dos sonhos, Menino brilhante, O símbolo perdido, Nosso lar, Nunca desista dos seus sonhos e Fisiologia do exercício. Entre os 7 autores mais lembrados, Augusto Cury, Chico Xavier, Gabriel Garcia Márquez, Paulo Freire, Benny Hinn, Ernest W. Maglischo e Içami Tiba.
Quando extrapolamos para a amostra total, os títulos mais citados como os últimos lidos ou que estão sendo lidos foram Bíblia, Diário de um banana, Casamento Blindado, A Culpa é das Estrelas, Cinquenta Tons de Cinza, Ágape, Esperança, O Monge e o Executivo, Ninguém é de ninguém, Cidades de Papel, O Código da Inteligência, Livro de Culinária, Livro dos Espíritos, A Maldição do Titã, A Menina que Roubava Livros, Muito mais que cinco minutos, Philia e A Única Esperança.
Quando a questão é sobre os livros mais marcantes, os religiosos continuam ali e a Bíblia segue como referência, mas a lista fica um pouco diferente, com alguns clássicos e infantojuvenis: Bíblia, A Culpa é das Estrelas, A Cabana, O Pequeno Príncipe, Cinquenta Tons de Cinza, Diário de um banana, Turma da Mônica, Violetas na Janela, O Sítio do Pica-pau Amarelo, Crepúsculo, Ágape, Dom Casmurro, O Alquimista, Harry Potter, Meu pé de laranja lima, Casamento Blindado e Vidas Secas.
Entre os escritores preferidos dos brasileiros estão Monteiro Lobato, Machado de Assis, Paulo Coelho, Maurício de Sousa, Augusto Cury, Zibia Gasparetto, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Chico Xavier, John Green, Ada Pellegrini, Vinícius de Moraes, José de Alencar e Padre Marcelo Rossi.
Fonte: http://cultura.estadao.com.br/blogs/babel/44-da-populacao-brasileira-nao-le-e-30-nunca-comprou-um-livro-aponta-pesquisa-retratos-da-leitura/
***
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Romildesde Meirelles / Quem Lê O Quê * Antonio Cabral Filho - Rj
Romildes De Meirelles
Entardecer,
seu mais recente livro lançado
http://romildesdemeirelles.blogspot.com.br
*
domingo, 9 de outubro de 2016
José Fabiano / Quem Lê O Quê * Antonio Cabral Filho - Rj
José Fabiano - Trovador
Depoimento
Minhas irmãs e meus irmãos,
Do livro "O Duce, meu Pai", de Romano Mussolini, capítulo 13, "O sonho de dona Rachele", algumas informações:
" Como é sabido, o corpo do meu pai foi transportado para Milão por Giulino di Mezzegra, pelo lago de Como, na noite de 28 de Abril, juntamente com o de Claretta Petacci e dos outros dirigentes do partido fascista fuzilados em Dongo."
"A desilusão da minha mãe foi enorme e, uma vez mais, graças a um dos seu incríveis sonhos reveladores soube o que tinha acontecido. O meu pai surgiu à sua frente de súbito, num estreito caminho cheio de buracos e de pedras, Tinha a roupa molhada e rasgada e uma expressão perturbada. Dona Rachele foi ao seu encontro e estendeu-lhe os braços; ele olhou-a e pareceu serenar, sorrindo-lhe como tantas vezes fizera quando vivo ao vê-la preocupada. A minha mãe abraçou-o e, chorando, perguntou-lhe se, no momento final, tinha sofrido muito.
'Ele respondeu-me que estivesse descansada', são as palavras de dona Rachele, 'porque não tinha sentido dor. Depois voltou-se e eu vi-lhe distintamente nove buracos nos costas. Explicou-me que eram os sinais dos tiros de metralhadora, mas que as balas não fazem doer quando acertam. Disse-me: 'Sente-se apenas um grande calor e um pouco de ardume, mas é quase agradável. Depois, de repente, não se sente mais nada.'
Esta nossa conversa está ficando um pouco longa. Por isso, continuará no "próximo capítulo", quando mencionarei uma possível explicação dada pelo autor do livro, Romano Mussolini.
Não deixem de ver!
Abraços do Fabiano e Meirezinha
Mais José Fabiano
http://blogdotrovadorjosefabiano.blogspot.com.br/ sábado, 8 de outubro de 2016
A Intensidade do "Acaso Caos" * Ricardo Bezerra - Pb
A intensidade do "Acaso Caos"
Ricardo Bezerra - Pb
*
A
intensidade do “acaso caos”
Não sou crítico literário, pois admiro o
que escreve o Escritor Hildeberto Barbosa Filho. Porém, ao fim da leitura de um
livro, quando este arrebata as emoções, fazendo com que a circulação sanguínea
alcance níveis que proporcionem a erupção vulcânica, materializada no suor que
inunda o corpo, dando sensação térmica aparente de larva que consome tudo por
onde passa, sinto uma necessidade extrema de externar, na escrita, o que senti
com aquela leitura, eternizando o meu pensar.
Ao ler “acaso caos” de Bruno Gaudêncio,
poesias, onde prefiro extirpar esta conotação de “jovem poeta” ou de que “está
maduro no exercício poético”, já que entendo que todos que escrevem são poetas,
independente da idade, porque o sentir poético depende do olhar à escrita, do
gosto por determinada leitura e, também, do momento em que o leitor está para
ler. Augusto dos Anjos ao ter sua morte anunciada foi dito que nada havia se
perdido, enquanto poeta. Quem o disse, para não exaltar seu nome, deve está
revirando a cova!
A intensidade do “acaso caos” começa pela
sua inclusão em seis dos poemas apresentados, destacando-se o que atribui o
título do livro, fls. 45, desta edição lida, onde a imagem do amor e seu
conflito são permeados pelo relacionamento a dois, usando o autor “nós”.
Esta
reflexão nos conduz ao estudo numerológico do seis, onde é perceptível no
citado poema que o autor se identifica muito mais com “nós” do que o “eu”,
colocando a sua preocupação com o bem estar das pessoas, visivelmente percebido
na relação exarada pelo autor.
O “acaso caos” em seis poemas do autor
condiz com o seu perfil pessoal para o numerológico, por ser o número indicado
aos Mistérios Maiores, do amor-sabedoria e da glória.
Cultura é algo que já não mais se
questiona neste Campinense arretado! Ele vem aprimorando-a a cada dia; até
mesmo pelo seu caráter, digno de uma personalidade humana integrado pelos
veículos da matéria: físico, vital, emocional e mental. Aliado a isto,
completa-se com o espírito.
Algumas
virtudes do número seis, tais como: Sentimentos de Amor, Fraternidade, Paz, a
Incansável busca de Deus, responsabilidade, teimosia, disposição, dar e ser
conselheiro, ser sonhador, magnetismo, atração, simpatia, amizade, beleza,
pureza, sensibilidade, companheirismo, compaixão, acolhedor, são visivelmente
encontradas na leitura de “acaso caos” e, até mesmo, no próprio ser Bruno
Gaudêncio.
O autor confiou no
“acaso” e venceu, sendo imprevisível, sem refletir pelas conseqüências e que na
probabilidade lançou o “caos” como forma de manejar as palavras e fazer com que
elas fossem ingeridas pelo leitor causando-lhe uma revolução interna,
reflexiva.
Bruno Gaudêncio
surge como a natureza divina de “caos”, a primeira divindade a surgir no
universo, de difícil entendimento, quando na verdade esta leitura é mudança de
idéia.
O “Itinerário da
desordem interna” é a própria estrutura da divindade. A mais antiga das divindades. Pai de
Tártaro (abismo), Gaia (Terra) e Eros (cupido - o mais belo entre os deuses). Significa
o vazio original do universo.
O
trajeto numerológico e divino do autor é um olhar diferente onde o poema é
vida, vagando no vazio do caos, onde a “Retina” demonstra uma sensibilidade do
poeta e sua pintura estética da poesia como a razão de tudo, onde tudo pode;
até mesmo superar a razão.
O
abismo “bruniano”, nesta ótica e leitura pessoal, compreende uma sonoridade
neste “ossos” que habita na casa eterna como um grande enigma da vida. Como
tratar o tema? Sutilmente Bruno Gaudêncio nos transporta a uma nova leitura dos
nossos ossos. E esta sonoridade tem leitura similar em “pequena canção do
caos”, levando à Terra um propósito momento de que o vazio foi extirpado.
A
narrativa mística, divina, entendida na leitura ganha corpo em “geolírica” por
entender a divindade Terra na sua essência de “alma”, possível de se livrar do
caos humano, através da poesia.
Ler
Bruno Gaudêncio e colocar no papel a visão numerológica e mística da sua
poesia, na noite de São João, onde a fogueira queima vida outrora, dando vazio
ao universo, é de se ter “a urgência do vento” para que o nevoeiro exalado seja
substituído pelo sonho do poeta em ter seus olhos coloridos por nuvens que não
brincam de sol.
RICARDO BEZERRA
Escritor/Poeta/Advogado
Instituo
Histórico e Geográfico Paraibano
Academia de Letras e Artes do Nordeste
Brasileiro- Núcleo da Paraíba
Academia
Paraibana de Poesia
Livro: ACASO CAOS - poesia
Autor: Bruno Gaudêncio
Editora: Editora IDEIA – 2013
Ronaldo Werneck /Joaquim Branco - Quem Lê o Quê * Antonio Cabral Filho - Rj
ENTRELINHAS
Ronaldo Werneck e Joaquim Branco,
ambos duas estrelas da poesia brasileira, oriundos de Cataguases - Mg, irradiam toda sua radicalidade estética em cada livro, em cada projeto editorial, enfim, em cada ação que essa dupla desenvolve desde os seus mais tenros momentos líricos, para elevar a vanguarda estética sempre além. Até já expressei a eles o conceito de que eles fizeram, em termos intelectuais, o que se denomina uma "escola", que seria, dadas as devidas considerações às tradicionais Escola de Frankfurt, Quartie Latin etc, a Escola de Cataguases, e, ressalto que nenhum estudo sério da Poesia de Vanguarda Brasileira pode ser feito à margem de Cataguases com essa dupla.
Prova disso, é o mais recente gesto expresso no livro ENTRELINHAS. Confiram
"
“Entrelinhas”. É no branco das entrelinhas, em suas pequenas pausas, que o texto literário sugere imagens, significados que se incorporam ao pensamento do leitor. No branco que “fala”, na força desse branco muito bem sacado no livro de Joaquim Branco. Como ele mesmo diz, no texto de abertura: “Entrelinhas são veredas deixadas pro um autor para que o leitor se introduza na sua obra e até contribua a seu modo, percorrendo caminhos ainda não navegados”.
Todo texto literário se aninha nas entrelinhas. É ali que ele “fala” com o leitor, polissemicamente. Então, é um achado o título deste livro, que diz desde a capa ao que vem. Diz, numa só palavra, tudo que o leitor nele irá encontrar. Pois é nas entrelinhas, no “parar para pensar”, que o leitor se vê frente à frente com as pensatas do autor – é dali que surgem à tona, que emergem os recônditos, as profundezas de cada texto. Erudito, intelectual de primeira ordem, Joaquim Branco desenha aqui um mapa, traça as veredas literárias de grandes autores, do Brasil e do estrangeiro. Veredas, palavra certa. Palavra-símbolo de Guimarães Rosa, umas das preferências literárias de Joaquim (ao lado de Jorge Luis Borges e Kafka), e que é abordado em quatro dos textos do livro.
Um livro capaz de ousadias e descobertas, como comparar – e até inverter, entrecruzar – lírica e antilírica na obras de Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto, dois poetas pernambucanos, mas aparentemente tão distantes. E tornar às avessas o lirismo de Bandeira, que se faz seco, concreto; e o poema a palo seco de Cabral, de repente eivado de lirismo. Achados que Joaquim nos oferece em poemas/fragmentos como aquele Bandeira “concretista” de “a onda anda/ aonde anda/ a onda?// a onda nada/ ainda onda/ aonde? aonde?// a onda a onda”. Ou um Cabral subitamente lírico: “(...) Pois, assim, no telefone/tua voz me parecia/como se tal manhã/estivesses envolvida,/fresca, e clara, como se/ telefonasses despida,/ ou, se vestida, somente/ de roupa de banho, mínima”. E nessas abordagens – o lirismo em foco, por exemplo – Joaquim Branco, em parágrafos paradoxalmente secos e curtos, traça um conciso panorama do lirismo ao longo dos tempos. Uma aula de um poeta que sabe o que fala, coisa de grande professor.
Mas o texto literário só funciona em sua plenitude quando conta com o feedback do leitor. Leitor-autor “em processo”. E Joaquim aqui nos remete a Borges: “a parte que cabe ao leitor é tão importante quanto a do escritor, pois pertence a ele a fase de consumação (e do consumo) da obra de arte”. Que, por sua vez, nos leva a Hans Robert Jauss (1921-1997) e Wolfgang Iser (1926-2007), fundadores da Estética da Recepção, escola que desenvolveu no pós-guerra alemão uma noção dinâmica do leitor, ouvinte ou espectador como fator essencial à constituição da obra de arte. Dizia Jauss: “para que a literatura aconteça, o leitor é tão vital quanto o autor”.
Nesse “jogar com o leitor”, o livro de Joaquim Branco é enriquecido com abordagens de jovens autores cataguasenses, como “O Homem Interdito”, de Marcelo Benini, ou dos livros “Beirais das Gerais”, do fotógrafo “portuguases” Henrique Frade, com texto de Leonardo Magalhães Gomes, e “umÁrvore”, de Fernado Abritta. Também do sempre presente Rosário Fusco, de Ascânio Lopes, ou de outros autores que andam meio esquecidos – e cuja obra é bom relembrar, como o também “verde” Camilo Soares, os poetas Henrique Silveira e Delson Gonçalves Ferreira (“A lua/varre a rua/com sua vassoura/de luar.//Bem devagar.//Numa teia, uma aranha/estranha/a lua cheia”), ou a grande poeta e romancista Lecy Delfim Vieira: “Precisarei de alimento, água bússola, companheira./ – será que não há no mundo quem queira comigo ir? – inda que não olhe meus olhos/ inda que vá por partir/ – Fundarei o céu e a terra só pra ter aonde ir”.
Fora isso, “Entrelinhas” nos oferece excertos de autores do calibre de Hemingway, Charles Dickens, Allen Ginsberg, Daniel Defoe, Emily Dickinson. Sem esquecer, é claro, os já citados Guimarães Rosa, Franz Kafka e Jorge Luis Borges. O livro de Joaquim Branco é um vasto espaço para o leitor se deleitar. Mas não para “se deitar”. Cabe a ele, leitor, “trabalhar” esses textos com vagar, deles se apossar com todo o direito e, de repente, perceber que pode também ser o autor escondido nas entrelinhas.
"
Mais Joaquim Branco
https://www.facebook.com/joaquim.branco.ribeiro.filho/posts/1210457595685013 &
http://joaquimbranco.blogspot.com.br/
Ronaldo Werneck
http://ronaldowerneck.blogspot.com.br/
***
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Rogério Salgado /Quem Lê O Quê * Antonio Cabral Filho - Rj
Rogério Salgado / Quem Lê O Quê
Rogério Salgado*
Apesar de ser um profundo leitor de poesia, contos, crônicas..., detesto livros técnicos, talvez por isso na minha educação escolar, sempre tive enorme dificuldade em passar de ano em matérias que não fossem português e literatura. Mas o livro que mais fez a minha cabeça foi “O Pequeno Príncipe” (Le Petit Prince ), do aviador e escritor francês, Antoine de Saint-Exupéry (1900/1944). Este livro que aparentemente se parece a um livro infantil, mas que na verdade é um livro feito para os adultos, revela a cada nova leitura, uma mensagem crítica ao homem/ser humano em suas ambições, invejas, desamores e tantos outros defeitos mais que possuímos e que precisamos diluí-los para nos transformarmos em Gente com Gê maiúsculo.
“O Pequeno Príncipe” pode parecer um livro simples, porém nos revela personagens plenos de simbolismos, tais como o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor de rara beleza, mas muito orgulhosa. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem em busca de amigos, que o trouxe finalmente ao planeta Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que era realmente importante na sua vida. O livro nos revela uma mudança de valores e sugere ao leitor o quanto estamos equivocados ao que podem ser os nossos julgamentos e como eles podem nos levar à solidão. O livro nos leva à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, entregues às ridículas preocupações diárias, que nos levam a esquecer a criança que fomos um dia e que ainda somos. São deste maravilhoso livro, frases antológicas, tais como: “Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.” , “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” , “A perfeição não é alcançada quando não há mais nada a ser incluído, mas sim quando não há mais nada a ser retirado.” e “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”
No momento estou relendo pela enésima vez “O Pequeno Príncipe”.
*Rogério Salgado é poeta profissional, com 41 anos de carreira literária. Seu último livro é o livro de memórias “Poeta Ativista” (RS Edições-2015).
*
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Araci Barreto / Quem Lê O Quê * Antonio Cabral Filho - Rj
Araci Barreto- Rj
Oi gente, chegou a Araci Barreto, escritora, poeta e editora das Antologias do Postal Clube, Itaboraí - Rj. Para conferir, acessem www.postalclube.com.br
*
Oi gente, chegou a Araci Barreto, escritora, poeta e editora das Antologias do Postal Clube, Itaboraí - Rj. Para conferir, acessem www.postalclube.com.br
*
Oi Antonio!
Tenho mania de ler 2 ou 3 livros ao mesmo tempo.
Os dois últimos são os seguintes:
1. “A força eterna do Amor” ditado por Teresa de Calcutá e psicografado por Robson Pinheiro.
Esse foi o primeiro contato de Robson com o espírito de Teresa de Calcutá onde ela fala do amor e da compaixão em várias circunstâncias da nossa vida. Eu amei.
2. “Brasil: Uma Biografia” de Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling.
Ainda estou terminando de ler esse livro que tem 694 páginas e fala, com muita abrangência, da história do Brasil, desde Pedro Álvares Cabral até os nossos dias. Acho que todo brasileiro devia ler essa biografia que conta fatos históricos e histórias de personagens da nossa história muitas desconhecidas da maioria dos brasileiros. Estou, inclusive, fazendo uma cronologia de nossa história baseada nesse livro. Vale a pena ler.
*
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Rilvan Santana - Ba / Quem Lê O Quê * Antonio Cabral Filho - Rj
Quem Lê O Quê
*
Está lançada a ideia!
Convoquei a rapaziada e estamos entrando em campo. O camisa 10 é o Rilvan Batista de Santana, contista, romancista e professor de matemática de Itabuna - Ba, e editor da Revista Literária Virtual SABER LITERÁRIO - http://saber-literario.blogspot.com.br/
Aqui apresentamos seu livro
Retalhos Da Vida, de 2007, por considerá-lo bastante lírico.
Abaixo, temos o depoimento do autor:
"
Estimado Antônio Cabral Filho:
Quero lhe parabenizar por essa ideia. Obrigado pelo: "personalidade da cultura..." Porém, eu não passo de um amante da leitura e da escrita, um tabaréu da terra que já foi do cacau, Itabuna (BA). Escrevo umas bobagens que para serem publicadas, faço como produção independente, as editoras só publicam coisas científicas, ficção não dá dinheiro, principalmente, quando é ficção pobre.
Ultimamente, estou lendo um livro autobiográfico do maestro Isaac Karabtchevsky. Como biografia é interessante, expressa mais uma vez, que tudo na vida é foco, é determinação, é superação.
Olhe, vou ficar lhe devendo a foto, ainda não sei nem quero apender usar Whatsapp, se for foto comum, o Google tem várias.
Posso lhe mandar os livros em PDF para que sejam configurados em forma de e-book. Esses livros estão publicados no site do MEC, “Domínio Público”, no Recanto das Letras e, recente, no BOOKESS e no AMAZONS.
Não escrevo pra ganhar dinheiro, mas pra ser lido, não importa onde esteja nem com quem esteja. Sou professor de Matemática aposentado, trabalhei muito anos em escolas pública, no estado da Bahia e no município de Itabuna, não me move nenhuma pretensão.
Cordialmente,
Rilvan Batista de Santana"
*
Antologia Poética Vol2 / Uff-Eduff 1986 * Antonio Cabral Filho - Rj
Antologia Poética Vol2

Uff/Eduff 1986
Antonio Cabral Filho
Rio de Janeiro - Rj
*
É a primeira obra literária de carácter oficial em que participa o poeta e escritor Antonio Cabral Filho. E, como não podia deixar de ser, é um livro que não abandona a sua mesinha de cabeceira. É, ainda, uma obra resultante do Festival de Poesia que a Universidade Federal Fluminense - Uff - realizava com o objetivo de envolver toda a sua comunidade, constituída de seu corpo discente, docente e funcionários, além da inclusão das circunvizinhanças, nas quais participavam todos os municípios do Leste Fluminense.
*
Assinar:
Postagens (Atom)




















